quinta-feira, 28 de maio de 2009

primeiro encontro



E o encontro ideal parece ter saído diretamente do manual imaginário Como deixar um homem louco na cama. Dizem que não há fórmulas para seduzir ou dar prazer ao outro, mas todos sabemos que isso é conversa de hipócrita. No sexo, a mentira sempre funcionou muito bem - e a maioria se recusa a conhecer a verdade.
Por isso é sempre bom quando ele chega e me dá um beijo, e eu respondo daquele jeito muito específico. Não como quem beija-como-se-o-mundo-estivesse-prestes-a-acabar, mas sempre delicada, suave, ciente de cada movimento. E a invasão da língua é regrada, doce. E eu sempre, sempre, solto um gemido bem contido, mas forte o suficiente para vibrar nos lábios dele. E cada beijo é intermediado por sugadas sutis de ar - como uma leve recuperação de fôlego - e termina com raspadas de lábios bem pueris e ao mesmo tempo muito sensuais. E nesse momento ele já está fora de controle. E eu dou um jeito de constatar essa falta de autocontrole usando as mãos.
Lembrança de outros tempos, mas juro que até havia me esquecido de como era sair só para dar uns amassos e chegar àquele momento em que coloco a mão no meio das pernas do cara, por cima da calça. E nessa hora sou quase uma adolescente à procura de novidades, descobrindo o mundo, fazendo tudo pela primeira vez. Ele sabe que não é bem assim, mas finge que é. Bendita mentira.
Depois os dedos enveredam pela nuca, pelos cabelos, e eu estou beijando o tempo todo. Mesmo quando entro numa ânsia louca, não perco a delicadeza nunca, por isso meus ósculos não machucam, não saem do campo da excitação sensual.
E de repente ele faz menção de me tocar nos seios - e eu deixo -, porém, quando pensa em senti-los com a boca, hesito. Dou mais alguns beijos doces e saio. Já é tarde, amanhã acordo cedo.
Confesso que estava sentindo falta disso. Os beijos sem sexo. O sexo falso. O sexo inocente, como se eu tivesse voltado aos velhos tempos.
E todas aquelas mentiras, as palavras doces, os suspiros, os elogios e o eterno fingimento de que nada daquilo é um jogo de conquista. Estamos sendo nós mesmos. Sim, estamos. Enquanto a ereção dele durar.

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